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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SOCIEDADE MOSSOROENSE CONDENA ASSASSINO DO CINEGRAFISTA DA TCM JOSÉ LACERDA A 20 ANOS DE PRISÃO

O assassino do cinegrafista José Lacerda, da TCM, Silas Domingos de Oliveira, de 27 anos, pegou 20 anos de prisão, em julgamento realizado durante a manhã desta terça-feira, 13, no Salão do Tribunal do Júri Popular do Fórum Desembargador Silveira Martins, em Mossoró.
Os trabalhos foram abertos por volta das 8 horas, com o juiz presidente do TJP Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros fazendo o sorteio entre os jurados dos sente membros do Conselho de Sentença, que terminou composto por 3 mulheres e 4 homens.
Em seguida, o juiz interrogou o réu. Na ocasião, Silas Domingos, que aparentava mancar em função dos ferimentos que sofreu tentando fugir da prisão nesta segunda-feira, 12, confessou o crime, explicando que matou Lacerda porque este reclamou da forma como dirigia.
O promotor Armando Lúcio Ribeiro explicou que acompanha o caso desde o primeiro momento. Inclusive ele ressaltou que ouviu testemunhas e tem plena convicção de que Silas Domingos matou Lacerda de tal forma que não teve chance de defesa e por motivo fútil.
No relato do promotor de Justiça Armando Lúcio, no dia do crime (16 de fevereiro de 2014) Silas Domingos, José Lacerda, Silames Rodrigues da Silva e outras duas pessoas, saíram de carro para dar uma volta na cidade. Primeiro passaram num aniversário, depois o grupo de amigos foram beber no Junior’s Bar, na região Sul de Mossoró. Já no início da noite, Silas Domingos dirigindo o Gol do pai, se dirigiram para suas residências trafegando pela Avenida Alberto Maranhão, fazendo zig zag em alta velocidade.
Lacerda foi morto porque reclamou que Silas estava dirigindo de forma perigosa
José Lacerda, conforme o promotor, praticamente implorou para Silas Domingos dirigir direito o carro, pois ele tinha dois filhos pequenos para criar. Quando chegou perto do Supermercado Queiroz, numa lombada, Silas puxou o revólver e atirou em Lacerda.
Depois desceu do carro, o agrediu com socos e tapas e efetuou mais outros disparos. Seu irmão Silames Rodrigues só assistiu. Poderia ter pedido socorro ou socorrido à vítima, que era amigo deles, e não o fez. Optou por fugir do local do crime.
“O que mais me chocou foi quando Silas chegou em casa e a mulher e Lacerda perguntou pelo marido e ele avisou a ela que estava chegando. Pouco tempo depois a senhora de José Lacerda recebe a notícia que o pai de seus dois filhos estava morto no HRTM”, diz Armando Lúcio.
O promotor Armando Lúcio entendeu que no caso de Silames deveria ser processado por omissão de socorro e pediu o desmembramento do processo para ele ser julgado por outro juiz, quanto a Silas Domingos restou o Tribunal do Júri decidir pela sentença.
A defensora Pública Fernanda Greyce de Sousa Fernandes defendeu a tese de que Silas Domingos só matou Lacerda porque este o agrediu. Ela também defendeu a tese de que Lacerda teve sim chances de defesa, ou seja, defendia que Silas Domingos fosse condenado por homicídio privilegiado.
Antes de concluir os debates, o promotor Armando Lúcio Ribeiro lembrou que o outro crime de homicídio que Silas Domingos já é condenado e processo transitou em julgado com sentença de 12 anos de prisão, a vítima também era amigo dele.
Concluído os debates, que foi assistido por vários amigos de José Lacerda e pai, irmão e mãe de Silas Domingos, o juiz convidou o Conselho de Sentença a Sala Secreta. Os jurados condenaram o réu por homicídio duplamente qualificado.
Conforme os quesitos votados, o juiz Vagnos Kelly aplicou 20 anos de prisão. O réu pode recorrer da sentença, porém preso, pois já está na prisão cumprindo 12 anos de reclusão pelo crime de homicídio que cometeu no bairro Aeroporto II, em Mossoró.

Mossoró Hoje/ Passando na Hora

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