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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Abertura da Rio-2016 terá 'assalto' a Bündchen e símbolos clichês do Brasil


Ensaio geral da cerimônia de abertura da Rio-2016


Mauricio Stycer e Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro
A ordem do Comitê Organizador era uma só: "vamos manter o mistério". Assim pediam a apresentadora global Glória Maria e o diretor de comunicação dos Jogos, Mário Andrada, antes do ensaio geral da cerimônia de abertura, neste domingo, no Maracanã - a cinco dias do início oficial da competição.
Segundo a Rio-2016, a festa ainda reserva surpresas. "Não mostramos uns 20%", disse Mario Andrada ao UOL Esporte ao final do ensaio.
A apresentação de mais de três horas de duração mostrou uma festa moderna e surpreendeu os convidados pelas projeções em 3D no campo do estádio. Na hora de falar do Brasil, clichês foram repetidos para exaltar a cultura local: MPB, funk, samba, florestas, portugueses, escravos e até um voo da réplica do famoso 14 Bis, de Santos Dumont.

Em meio à exaltação do Brasil, também houve espaço para falar dos problemas. A certa altura, por exemplo, citando a urbanização país, o público ouviu uma versão instrumental de Construção, de Chico Buarque ("morreu na contramão atrapalhando o tráfego").
Reprodução/Instagram
Organização da cerimônia de abertura da Rio-2016 pede para espectadores não tirarem foto do ensaio geral imagem: Reprodução/Instagram

Gisele é destaque ao ser "assaltada"

Outra curiosidade ficou por conta de uma passagem onde a modelo Gisele Bündchen, desfilando ao som de "Garota de Ipanema", foi abordada por um ator em cena que lembrava um assalto. No fim, porém, a mensagem do ocorrido era de paz - o menino se aproximava da artista e era perseguido por policiais, antes de retornar para perto de Gisele e ser protegido pela mesma.
A musicalidade, exaltando sempre os artistas brasileiros, será percebida logo no início, quando Paulinho da Viola executará o hino nacional com voz e violão. Na sequência, um espetáculo de dança com centenas de artistas recriará os primeiros momentos da história do país no campo de Maracanã: os símbolos dos primeiros séculos estarão presentes.
Ainda na primeira hora, reservada apenas para os espetáculos artísticos, o voo de uma réplica do avião 14 Bis chamará a atenção de todos. Logo após, o campo fica livre para um desfile de mais de 100 metros de Bündchen. Nesta hora, ocorrerá a simulação do assalto citado acima.
 

Após a violência, o funk apareceu

A violência, seguida de paz, precede um dos momentos que levantou o público neste domingo: o funk cantado pela MC Ludmilla. A apresentação da abertura ainda terá Diogo Nogueira e Zeca Pagodinho na exaltação ao samba. Uma grande dança embalada por "País Tropical" antecede o desfile das delegações - iniciado com aproximadamente 50 minutos de cerimônia.
O samba também estará presente no desfile das delegações. Centenas de ritmistas de escolas de samba do Rio de Janeiro acompanharão os atletas no campo do Maracanã. 
 
Os protagonistas dos Jogos ainda participarão de uma ação de sustentabilidade. Durante a entrada, cada um dos quase 10 mil atletas esperado plantará uma muda de árvore. Elas serão colocadas no Parque dos Atletas. Segundo a organização, "será a floresta dos atletas, um legado para a cidade".
Reprodução/Instagram
Construído e projetado pelo brasileiro Santos Dumont, o avião 14 Bis será um dos destaques da cerimônia imagem: Reprodução/Instagram

Time Brasil tem problema na simulação do desfile

Com aproximadamente 1h30 de duração, o desfile dos atletas aproveitou para responder a uma dúvida: a delegação dos Estados Unidos foi mantida no início deste quadro, ao contrário do solicitado pela emissora americana NBC - pediu a troca para a língua inglesa, onde ficaria no final.
 
Alem do Brasil, último a desfilar, outra delegação foi bastante festejada: o time olímpico de refugiados - penúltimo a passar.
 
Na entrada do Time Brasil, um erro que não poderá se repetir na próxima sexta. A bicicleta utilizada para carregar a placa com o nome do país perdeu a direção, se atrapalhou e foi colocada de lado. Os figurantes desfilaram pelo Maracanã sem a mesma.
 
A sequência da cerimônia marcou os discursos do presidente do COI, Tomaz Bach, e do chefe do Comitê Organizador da Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman. A bandeira com os cinco aros olímpicos foi hasteada logo depois, seguida dos juramentos de atletas e árbitros.
 
Já na parte final, o Maracanã virou uma avenida para um desfile de Carnaval. Mais de 600 representantes de 13 escolas de samba desfilaram pelo meio do gramado, colocando o público para dançar.
 
No final, o momento mais esperado: a passagem da tocha olímpica e o acendimento da pira. No entanto, mistério total. Apesar do anúncio do protocolo no sistema de som, ele não ocorreu, aumentando ainda mais a expectativa para o dia 5 de agosto de 2016.
 
Confira a lista de músicos participantes da cerimônia: Paulinho da Viola, MC Ludmilla, Anitta, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Wilson das Neves, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho e Marcelo D2.

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