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sexta-feira, 1 de julho de 2016

A mãe que assassinou as filhas e inflamou o debate sobre porte de armas nos EUA

Por BBC

Defensora do porte civil de armamento, Christy Sheats atirou nas filhas na frente do marido antes de ser morta pela polícia

BBC
Christy Sheats com a filha mais velha, Taylor. A menina tentou escapar da mãe, mas foi morta
Facebook/Reprodução
Christy Sheats com a filha mais velha, Taylor. A menina tentou escapar da mãe, mas foi morta

Christy Sheats matou primeiro sua filha mais nova, Madison, de 17 anos. Depois começou a perseguir sua outra filha, Taylor, de 22 anos – que, mesmo ferida, tentou escapar. Mas a mãe recarregou sua arma, saiu de casa e disparou novamente contra a garota. A mãe foi morta pelos policiais, que dispararam depois que ela supostamente se recusou a entregar sua arma.
Os detalhes estão no inquérito policial sobre o assassinato das jovens, que ocorreu na última sexta-feira (24/06), no subúrbio de Houston, no estado norte-americano do Texas. O caso provocou grande comoção nos Estados Unidos e inflamou o debate sobre o porte de armas no país. Isso porque Christy era uma forte defensora do direito de civis portarem armas.
Em uma mensagem postada no seu Facebook no ano passado, ela escreveu: "Seria terrivelmente trágico se fosse tirada de mim a possibilidade de me proteger e de proteger minha família. Mas é exatamente isso que os democratas estão determinados a fazer ao banir as pistolas semiautomáticas."
Em outras ocasiões, ela declarou seu apoio à chamada Segunda Emenda, que é o artigo na Constituição norte-americana que garante o direito de comprar e manter armas, em vigor desde 1791. A organização GunPolicy estima que haja 270 milhões de armas nas mãos de civis no país, cuja população é de cerca de 316 milhões de habitantes.
O debate sobre o porte armas voltou à tona depois do massacre na boate gay Pulse, em Orlando, que deixou 49 mortos em 12 de junho. O caso da família Sheats acabou gerando ainda mais polêmica depois que a polícia divulgou as ligações das filhas pedindo socorro.
O pai das meninas, que estava prestes a se divorciar da mãe, presenciou toda a tragédia. "Ela queria me fazer sofrer. Pensei que havia me chamado para anunciar nossa separação às meninas", disse Jason Sheats. Quando ele viu que Christy sacou a arma, suplicou para que não disparasse.
Christy, segundo seu marido, sofre de depressão desde 2012 e já teria tentando se suicidar em três oportunidades. Ela também não estaria assimilando bem o processo de divórcio.

Via: IG

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