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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Governo propõe salário mínimo de R$ 946 para 2017

O governo federal propôs aumento no salário mínimo de R$ 880 para R$ 946 a partir de janeiro de 2017, com pagamento em fevereiro do próximo ano. O percentual de correção do salário mínimo, pela proposta, será de 7,5%. Para 2018 e 2019, respectivamente, o governo estimou salário de R$ 1.002 e de R$ 1.067. O aumento faz parte da proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) divulgada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão nesta sexta-feira (15). O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Simão.

A regra para reajuste do salário mínimo segue o crescimento econômico de dois anos antes e INPC acumulado dos últimos12 meses. O documento será enviado ao Congresso Nacional, onde as propostas de reajuste serão avaliadas.

Indicadores econômicos

Quanto às projeções econômicas, o governo espera que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,0% em 2017, 2,9% em 2018 e 3,2% em 2019. A expectativa é bastante otimista em relação a outras projeções. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a tendência para 2017 é de estabilidade do PIB, ou seja, crescimento zero.

A expectativa é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o próximo ano em 6,0%, fique em 5,4% em 2018 e em 5,0% em 2019. O dado vem levemente descolado das projeções do mercado medidas pelo Boletim Focus, que prevê 5,95% para 2017.

A previsão para a taxa básica de juros para o final de 2017 é de 12,75%. Em 2018, a projeção é de desaceleração da taxa passando para 11,50% e 11% em 2019. Para o câmbio, a expectativa é uma taxa de R$ 4,40 em 2017, R$ 4,30 em 2018 e R$ 4,40 em 2019.

Meta fiscal e CPMF

A meta fiscal proposta pelo governo às contas públicas em 2017 foi fixada em zero, mas há um mecanismo que poderá permitir o abatimento de gastos e despesas sobre essa meta. Assim, se for aprovado, o governo poderá registrar um déficit de até R$ 65 bilhões – destes R$ 42 bilhões se dariam por conta da eventual frustração de receitas, e R$ 23 bilhões para atendimento de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O projeto da LDO de 2017 já contempla o retorno da CPMF, que poderá arrecadar até R$ 35 bilhões em termos líquidos, além de outras medidas de alta de tributos, como o aumento de juros sobre capital próprio e tributação sobre direitos de imagem – medidas já propostas neste ano, mas não aprovadas. 
 
G1.
Via: Época/ O Umarizalense

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