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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cuca elogia atuação em Rosario, explica três zagueiros e projeta finais

"Vamos ter de fazer uma corrente juntos. Quando é para acontecer as coisas para a gente, acontece. Se for da vontade de Deus, a gente vai passar", diz o treinador

Por Rodrigo Faber. Rosario, Argentina
Veja entrevista com Cuca clicando AQUI.

O Palmeiras entrou em campo com uma surpresa na escalação. Mesmo sem muito tempo para treinar, Cuca apostou em uma formação com três zagueiros para segurar o forte ataque do Rosario Central e dar liberdade aos laterais. Depois da partida, disputada na noite desta quarta-feira no estádio Gigante de Arroyito e que terminou empatada em 3 a 3, o treinador se mostrou satisfeito com o desempenho da equipe alviverde.

– Eles infiltram muito bem. Principalmente com o Marco Rubén, que faz a diagonal nas costas do zagueiro. Com três zagueiros ele conseguiu fazer umas duas ou três, com dois ele ia fazer muito mais. Ele tem os dois meias (Lo Celso e Cervi) que se mexem o jogo inteiro e conseguem essa infiltração. Se não jogar com três e bem encaixado você vai tomar muito perigo de gol. Eles tiveram 15 finalizações, nós tivemos 12. Se eu tivesse 11 contra 11 teria 15 também. Às vezes temos ideia de que três zagueiros é defensivo, não é. O Jean foi para o ataque o jogo inteiro, o Egídio também. Gostei muito. Foi uma estratégia que deu certo, apesar de o resultado não ter sido o que queríamos. Não deixa de ser um resultado que nos consola – afirmou o
treinador.
Rosario Central x Palmeiras; confusão; Libertadores (Foto: Reuters)Jogadores de Palmeiras e Rosario Central se estranharam antes do intervalo (Foto: Reuters)
Após ficar na frente duas vezes no marcador, com dois gols de Gabriel Jesus, o Palmeiras viu os donos da casa virarem o placar para 3 a 2. O gol de empate que manteve o Verdão na terceira colocação do Grupo 2 da Libertadores, mas ainda vivo na competição, veio com Lucas Barrios, minutos após a expulsão de Gabriel Jesus.

Para avançar às oitavas de final, o time de Cuca precisa vencer o River Plate, do Uruguai, na arena, na próxima quinta-feira, e torcer por uma derrota do Rosario Central contra o Nacional, em duelo que será disputado no mesmo dia e horário, no estádio Gran Parque Central, em Montevidéu. Sem esquecer do duelo do próximo domingo contra o Mogi Mirim, que vale uma vaga nas quartas de final do Paulistão, o treinador já convocou a torcida para uma "corrente" para o duelo contra os uruguaios.
– Penso agora no domingo porque temos uma decisão. O Mogi não pode perder senão cai para a segunda divisão do Paulista. Está trabalhando bem nos últimos jogos, eu acompanhei bem. Nós, dentro do desgaste que estamos, vamos escolher o melhor para fazer um jogo bom e tentar vencer para seguir dentro do Paulista. Depois vem quinta-feira. Hoje eu estava falando com o Alexandre Mattos. Foram vendidos 11 mil ingressos, então a arena vai lotar. Vamos ter de fazer uma corrente juntos. Quando é para acontecer as coisas para a gente, acontece. Se for da vontade de Deus, a gente vai passar – disse.
Confira mais alguns trechos da entrevista coletiva de Cuca:
Sobre a partida
– Eu achei um jogão, quem assiste um jogo assim, mesmo não sendo torcedor do Palmeiras ou do Rosario Central, fica feliz vendo uma partida com dois times procurando o gol, na sua característica e estratégia. Nosso time jogou um clássico no domingo numa intensidade frenética, na segunda-feira descansou, na terça-feira viemos para cá e não pudemos treinar. A estratégia nossa de três zagueiros nós colocamos em campo sem treinamento. Quero dar parabéns para o time inteiro. Se dá errado a responsabilidade é minha, mas eu confiava e eles foram bem, apesar de termos tomados três gols de bola parada. Aqui é muito difícil ganhar. Eles têm um belo time uma torcida de 40 mil empurrando a todo momento. É natural às vezes a própria arbitragem vir junto. E eles não jogaram no meio da semana. É muito difícil, um pouco desigual. Fomos guerreiro até o fim e jogamos futebol.
Resultado e sequência
– Quando estava 2 a 1 nós tivemos a bola do jogo, o Gabriel Jesus bateu na trave, a bola voltou para o Gabriel, ele ajeitou para o Robinho, o goleiro pegou, cortou... Se você faz 3 a 1 ali vira outro jogo.  Arrisca fazer o quarto porque eles teriam de sair. Tomamos o segundo gol numa desatenção. O homem do rebote entrou sozinho. O terceiro é pênalti, e esse tipo de pênalti acontece todo jogo umas dez vezes. Segurar, puxar, se a TV filmar vai acontecer cinco para lá e cinco para cá. O árbitro entendeu de dar. Depois teve a expulsão do Gabriel Jesus, quero ver na TV antes de tomar juízo. Com a menos não abrimos mão do resultado, buscamos o empate com luta e organização. Nos deixa vivo. O Rosario Central tem três pontos e três gols a mais. Não sei o que vai acontecer com Nacional e River Plate, mas chegamos na última rodada de repente com uma chance razoável. Jogar lá com o Nacional é muito difícil também.
Gabriel Jesus
– Analiso que um jogador como ele não pode ficar pelo lado do campo. Se você coloca ele para flutuar nas costas do volante e escolhendo o lado, sendo uma válvula de escape sempre ao lado de uma referência, está aproveitando bem. É um jogador inteligente, rápido, sabe fazer gol. É uma grande promessa do futebol brasileiro. Tomara que ele continue no caminho que está, com algumas correções que temos de fazer. Ele ainda vai ser um grande jogador. Já é um grande jogador, mas vai ser melhor ainda.
Sobre o Rosario Central
– É um dos melhores times da Libertadores. Tem o Nacional de Medellin, os brasileiros não podemos descartar, os grandes da Argentina. Mas eu gosto muito dessa equipe. Lógico que vou torcer contra ela a favor do Nacional, mas é uma equipe pronta. 

Postura da equipe
– (Os jogadores) Estão entendendo a nossa filosofia, a maneira como jogamos, a intensidade de defender e oferecer perigo para o adversário também. Não adiantava vir aqui e ficar atrás defendendo porque você vai perder. Fizemos três gols, e é difícil esse time tomar três gols aqui. E ainda demos mais duas bolas na trave, pelo menos uma poderia ter entrado, aquela primeira. Mas não vamos lamentar, eles também tiveram chance. O resultado acabou sendo justo.

Variação tática
– Eu não gosto de fazer isso (mudar o time), sinceramente. Gosto de ter um jeito de jogar e dar uma sequência ao time. Esporadicamente você vai jogar conforme o adversário. Mas não temos um padrão definido. Esse é o negócio. Eu tenho analisado bem o adversário, o Cuquinha tem me ajudado muito. Temos analisado os adversários e montado em cima deles, não só para marcar, mas também para oferecer perigo de alguma forma e escolhendo as peças. (Na terça-feira) Tive muito trabalho porque não é fácil não treinar um time e mudar o sistema. Eles estão de parabéns, jogaram bem dentro do que queríamos e fizeram um grande jogo.
 
Ge.

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