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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sem muro de proteção, campus da Uern fica exposto à insegurança


O Campus Avançado Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM) em Pau dos Ferros, é, sem sobra de dúvidas, um dos pólos mais importantes de formação acadêmica no interior do estado. Contando hoje com nove cursos de graduação, quatro programas de mestrado e um doutorado, a unidade é destaque no que diz respeito à qualidade de ensino.
Infelizmente a falta de segurança no CAMEAM e de condições de trabalho e ensino tem chamado cada vez mais a atenção de toda a sociedade. Apesar de seus 40 anos de instalação da UERN em Pau dos Ferros, a universidade ainda não possui um muro ou uma simples cerca que proteja suas instalações para dificultar a ação de criminosos ou, melhor que isso, pudesse trazer segurança e tranquilidade já que a violência tem, cada vez mais, amedrontado professores, técnicos e estudantes.
O representante da ADUERN em Pau dos Ferros, Professor Jaílson José dos Santos, comenta que os assaltos e crimes não são novidade para a comunidade acadêmica. Ele explica que a falta de um muro delimitando o espaço da universidade permite que qualquer pessoa transite pelo campus. O Prof. Jaílson também afirma que até os carros estacionados em frente à instituição já foram alvo de arrombamentos além de abordagens a alunas por criminosos, nas imediações da quadra de esporte do Campus.

A estudante Ana Larice, do Curso de Pedagogia, relembra que a falta de muros ou cercas no CAMEAM faz com que qualquer pessoa tenha acesso à UERN, o que também faz com que as estudantes convivam com uma rotina de medo e insegurança.

“Eu tenho medo de assaltos e até de violências piores. Infelizmente já estamos nos habituando a ver pessoas estranhas à universidade transitando pelos banheiros e corredores da faculdade. Nós, que somos mulheres, nos sentimos ainda mais desprotegidas.” – destacou Ana Larice.
Jaílson relembra uma inusitada particularidade que mostra o quanto o CAMEAM vive exposto. “É habitual que caminhoneiros que transitam pela BR 405, em frente ao Campus, parem por aqui e entrem em nossas instalações para usar os banheiros ou o telefone público. Eles não veem muros ou cercas e pensam que a universidade é um espaço de parada para os que viajam por Pau dos Ferros. Os alunos e até vigilantes ficam assustados por não conhecerem as figuras, temendo que possam ser assaltantes.” – afirma.

Número de vigilantes no Campus é menor do que o solicitado por comunidade acadêmica
 Além da inexistência de muros circundando o Campus de Pau dos Ferros, outra fragilidade se destaca negativamente. O Professor Jailson Santos afirma que apesar da grande extensão territorial, o CAMEAM possui hoje apenas quatro seguranças por turno, que realizam a proteção de cada uma das laterais da universidade. Para ele, o numero é insuficiente e potencializa a entrada de desconhecidos no campus que podem praticar delitos e conseguem fugir impunes.
De acordo com professores e estudantes, antes do processo de terceirização dos servidores contratados o número de vigilantes era maior, o que garantia mais segurança ao Campus. Os docentes apontam uma nítida precarização nas condições de trabalho dos servidores, que recentemente sofreram com vários meses de atraso em seus pagamentos.
O diretor do CAMEAM, Professor Gilton Sampaio, também denuncia a falta de segurança que assola a instituição. Ele afirma que a administração do Campus já apresentou todo um projeto de proteção do prédio à Reitoria e até ao Governo do Estado, mas que ainda não houve nenhum movimento para que ele saísse do papel. A direção do Campus já tentou adquirir uma emenda parlamentar específica para a construção do muro, mas não conseguiu êxito, até agora.
“Estamos ao lado de uma rodovia federal e mesmo assim não temos passarelas nem faixas de pedestres para os alunos, que ao atravessarem a via encontram um campus totalmente aberto em todo o seu perímetro. Já apresentamos todo um projeto de construção do muro ao redor do CAMEAM, inclusive esse projeto foi elaborado gratuitamente por um arquiteto e engenheiro da cidade, mas ele permanece engavetado pela administração da universidade.” – explicou o diretor.

* Fonte: Ascom/Aduern/ De Fato

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