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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

REAPROVEITAMENTO DE ÁGUA: Tecnologia que reutiliza água para plantio no RN vence prêmio nacional

Projeto Água Viva é desenvolvido em Upanema 
(Foto: Fundação Banco do Brasil/Divulgação)
 
O sistema que reutiliza água servida para irrigação rendeu a um assentamento rural de Upanema, cidade da região Oeste do Rio Grande do Norte, o prêmio de melhor tecnologia social criada por mulheres do país. O projeto Água Viva, criado pelo Centro Feminista 8 de Março no assentamento Monte Alegre, receberá R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil, que promove o evento. E o recurso já tem destino certo: será reinvestido na ampliação do projeto para outros municípios potiguares. Veja o vídeo do projeto aqui.

"A proposta inicial era a organização das mulheres e nesse processo percebemos a necessidade de algo para construir a participação delas no processo produtivo do assentamento. Era uma autonomia muito demandada por elas", explica a agrônoma Ivi Dantas, assessora técnica do centro feminista, que esteve em Brasília nesta terça-feira (10) para receber o prêmio.
Esquema gráfico do sistema de filtragem 
(Foto: Divulgação/ CF08)
Os imóveis instalaram tubos que captam a água servida, utilizada para práticas domésticas como lavagem de roupas, louça e banho. O líquido passa então por um processo de filtragem, chegando a um reservatório e sendo reaplicado na plantação de hortaliças e árvores frutíferas.

Criado como projeto piloto em 2013, o sistema de filtragem foi aplicado inicialmente nas casas de três moradoras, que além de reaproveitar água e plantar para consumo próprio, já produzem o suficiente para comercializar os alimentos com as cerca de 70 famílias do assentamento.

A cientista social Rejane Medeiros, também assessora técnica do centro feminista, detalha que as cidades de Tibau, Grossos e Porto do Mangue, todas na região Oeste, foram escolhidas como locais para reaplicação do projeto. "A ideia é reaplicar em novos espaços para apoiar a organização das mulheres na luta por autonomia. A geração de renda se mostrou fundamental nesse processo. Nos locais pretendemos implantar uma formato de capacitação autônoma", avalia Medeiros.
Ivi Dantas e Rejane Medeiros, do Centro Feminista
8 de Março, receberam premiação
(Foto: Fundação Banco do Brasil/Divulgação)
 
Do G1 RN

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