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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Barragem em MG era classificada como de risco baixo, diz DNPM


Barragem do Fundão se rompeu e lama inundou várias casas em Mariana.
Local estava com documentos em dia, diz coordenador de fiscalização.

Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo

Barragem se rompeu e encheu distrito com rejeitos (Foto: Reprodução/TV Globo)Barragem se rompeu e encheu distrito com rejeitos (Foto: Reprodução/TV Globo)
A barragem do Fundão é classificada como de risco baixo, segundo o geólogo Luiz Paniago Neves, coordenador de fiscalização de pesquisa mineral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão responsável pela fiscalização de barragens de rejeitos.
Nesta quinta-feira (5), a barragem de rejeitos de mineração se rompeu e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais
Neves explica que as barragens recebem duas classificações: de acordo com o dano potencial associado – ou seja, qual a gravidade do que poderia acontecer em caso de acidente – e de acordo com o risco – categoria que diz respeito à probabilidade de ocorrer um acidente e é definida pelo modo como a barragem é gerida.
No caso da barragem da mineradora Samarco, o dano potencial associado é classificado como alto pelo fato de ela ficar em uma área próxima de várias cidades. Já o risco é considerado baixo porque trata-se de uma barragem bem gerida, com bom monitoramento e com toda a documentação em dia, segundo Neves.
Por ser classificada com risco baixo, o DNPM ainda não tinha feito vistoria técnica no local, pois a prioridade é vistoriar barragens com risco mais alto. Uma equipe do DNPM está a caminho do local para verificar que fatores podem contribuído para o acidente.
Ele afirma que acidentes desse tipo são raros, mas lembra que houve um acidente na mesma região com a barragem de rejeitos da Mineradora Herculano no ano passado. Antes disso, o acidente mais recente tinha ocorrido em 2007. Neves afirma que será verificado se alguma questão geológica da região pode ter contribuído para os rompimentos.
Sem risco de contaminação
Segundo Neves, o rejeito de minério de ferro é classificado como inerte, ou seja, é inofensivo. Se ele chegar ao leito de um rio, por exemplo, a água poderá ficar turva, ocorrerá uma sedimentação, mas o consumo dessa água não terá impacto na saúde. “O beneficiamento da mineração de ferro é mais físico do que químico, consiste em transformar a rocha em pó”, explica. Os rejeitos são as rochas que têm pouca quantidade de ferro, que sobram da atividade da mineração.
Arte Barragem Bento Rodrigues atualiza 19h40 (Foto: Editoria de Arte/G1)

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