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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Homem acusado de queimar ex com óleo e ácido é condenado em SC


Réu foi condenado em Joinville a mais de 22 anos de prisão em Joinville.
Mulher está há nove meses hospitalizada, com 40% do corpo queimado.

Do G1 SC com informações da RBS TV
Lauri Amado de Souza Nery foi julgado por jogar óleo e ácido na ex-companheira em Joinville nesta quinta (1) (Foto: Julio Ettore/RBS TV)Lauri Amado de Souza Nery foi julgado por jogar óleo e ácido na ex-companheira em Joinville nesta quinta (1) (Foto: Julio Ettore/RBS TV)
O homem acusado de queimar a ex-companheira com ácido e óleo fervente foi julgado nesta quarta-feira (1) em Joinville, no Norte catarinense. Lauri Amado de Souza Nery foi considerado culpado pelos jurados. A juíza Karen Schubert, da 1ª Vara Criminal, estipulou pena de 20 anos por tentativa de homicídio qualificado contra Maria de Fátima Cecílio, um mês por ameaça ao irmão dela e dois anos, dois meses e 20 dias por lesão corporal à filha de Maria.
Maria de Fátima teve 40% do corpo queimado pelo ex-companheiro em Joinville, SC (Foto: Reprodução/RBS TV) 
Maria de Fátima teve 40% do corpo queimado
pelo ex (Foto: Reprodução/RBS TV)
 
Nery está preso desde fevereiro no Presídio de Joinville e poderá recorrer da decisão, mas não em liberdade. Ele deve cumprir a pena em regime inicialmente fechado, segundo a sentença.
O crime ocorreu em janeiro. À juíza, Nery afirmou que cometeu o crime por ciúmes. Segundo a polícia, ele invadiu a casa da ex-companheira, esquentou uma mistura de ácido e óleo em uma panela e jogou o conteúdo contra Maria.
Maria de Fátima Cecílio está há nove meses internada no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Municipal São José, sem previsão de alta. Na semana passa, ela passou por mais um procedimento cirurgico.
'Alívio'
"É um alívio muito grande", disse ao G1 a filha de Maria, Camila Cabral, logo após o julgamento. "A gente estava sofrendo muito, tinha medo de que ele escapasse impune. Agora é cuidar da recuperação dela", disse Camila.

A gente estava sofrendo muito, tinha medo de que ele escapasse impune"
Camila Cabral, filha de Maria
A jovem daria a notícia da condenação pessoalmente à mãe. "A situação está bem complicada, com as tentativas de enxerto de pele, mas ela já conversa. Ela sabia que hoje ia ser o julgamento".
O julgamento começou por volta de 13h30 e durou cerca de seis horas. Apenas uma testemunha de acusação foi arrolada - a filha da vítima. Não houve testemunhas da defesa.
Término de relacionamento
O crime aconteceu um mês depois de Maria de Fátima Cecílio terminar o relacionamento com Lauri Amado de Souza Nery, no dia 28 de janeiro. Maria e a filha Camila estavam dormindo quando a casa teria sido invadida pelo homem.

"Ela berrava muito alto e eu saí correndo para ver o que era. Quando eu cheguei, ela estava com a mão no rosto, pedindo socorro", contou a filha na época.
Maria teve 40% do corpo queimado e está há mais de 3 meses internada (Foto: Reprodução/RBS TV) 
Maria passou por várias cirurgias e está há 9
meses internada (Foto: Reprodução/RBS TV)
 
Ex-companheiro foi preso
Nery foi preso preventivamente cinco dias depois por tentativa de homicídio, ameaça e lesão corporal. À polícia, ele alegou que ferveu o óleo para fritar uma massa e que o líquido acabou caindo na ex-companheira acidentalmente.

“Ele disse que jogaria esse material em cima dos cães da casa porque estava com raiva da companheira”, disse a delegada responsável pelo caso, Tânia Harada.
A perícia comprovou que, além de óleo, um ácido foi jogado sobre Maria de Fátima. “Ele entrou na casa já munido desse ácido, e realmente aqueceu a panela lá. Estava determinado a cometer um homicídio”, diz a delegada.
lauri amado de souza nery, preso acusado de jogar óleo e ácido na ex-companheira em joinville (Foto: Reprodução/RBS TV) 
Lauri foi preso em fevereiro em Joinville
(Foto: Reprodução/RBS TV)
 
Filha socorreu a mãe
Foi Camila quem socorreu a mãe, e ela até hoje carrega as marcas de queimadura.

Antes uma mulher vaidosa, Maria de Fátima sequer pode mostrar o rosto hoje. “O olho esquerdo ela perdeu totalmente. Vamos colocar uma prótese mais adiante. No olho direito ela vai ter que fazer transplante de córnea”, contou a filha, em maio.
Os enxertos de pele não têm dado certo. Os rins de Maria pararam e ela precisou fazer hemodiálise. Também teve anemia – só se alimenta por sonda – e uma infecção. “É difícil, dá um aperto no coração porque a gente vê ela na cama e não tem o que fazer”, disse Camila.

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