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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MPRN e Sesed criam célula para investigar organizações criminosas


Célula integrada irá executar ações para combater crime organizado no RN.
Termo de cooperação técnica foi assinado nesta quarta-feira (8).

Do G1 RN

MPRN e Sesed firmam cooperação para investigar organizações criminosas (Foto: Divulgação/MPRN)MPRN e Sesed firmam cooperação para investigar organizações criminosas (Foto: Divulgação/MPRN)
O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social firmaram um termo de cooperação técnica para investigar crimes praticados por organizações criminosas.
Pelo termo, assinado nesta quarta-feira (8), as duas instituições se comprometem a manter estruturas conjuntas permanentes para o desempenho de investigações, troca de informações e capacitações direcionadas ao combate ao crime organizado “praticado por organizações criminosas, crimes contra patrimônio público, econômicos, tributários e os praticados por agentes públicos”, diz trecho do termo.
Somente em janeiro, após uma rebelião, causada por um conflito entre facções, que deixou pelo menos 26 detentos mortos em Alcaçuz, 220 detentos foram retirados da penitenciária e uma série de ataques criminosos se iniciou no estado. Vinte e seis ônibus e micro-ônibus, cinco viaturas do governo do estado e das prefeituras, um caminhão, dois carros particulares, quatro delegacias e outros três prédios públicos foram alvos de criminosos. Os atentados, a maioria incendiários, foram registrados em dez municípios.
Para o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, “a iniciativa representa um marco no relacionamento do MP e da Polícia Civil, que certamente em muito melhorará a capacidade de ambas de investigar estruturas criminosas danosas à sociedade que atuam no Estado do RN”, explicou.
A célula integrada irá trabalhar com o desenvolvimento de projetos, operações, ações de prevenção ao crime e investigações. O titular da Sesed, Caio Bezerra, destacou a importância da parceria e da integração entre o MPRN e a Polícia Civil no combate à criminalidade. “A gente percebe cada vez mais que o problema da criminalidade é muito grande para ser resolvido por uma ou outra instituição isoladamente”, comentou.

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